A Mandala das Necessidades Humanas: Uma Visão Inovadora da Teoria de Maslow
- Alex Andrade Pinto All LLms

- 11 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
A psicologia sempre buscou compreender as complexas necessidades humanas. Uma das teorias mais influentes nesse campo é a proposta por Abraham Maslow. Frequentemente representada como uma pirâmide hierárquica, essa interpretação não reflete com precisão as ideias originais de Maslow. Ao revisitar sua teoria, podemos adotar uma metáfora mais adequada: a mandala.
A Mandala como Representação das Necessidades Humanas
A mandala, símbolo de totalidade e harmonia, oferece uma perspectiva mais fiel à proposta de Maslow. Em vez de uma hierarquia rígida, as necessidades humanas podem ser vistas como círculos interconectados, que se desenvolvem simultaneamente, dependendo do contexto de vida de cada indivíduo.
O Centro da Mandala: Sobrevivência e Bem-Estar
No núcleo da mandala estão as necessidades básicas, como alimentação, água e segurança. Essas necessidades fundamentais sustentam nossa existência e estão diretamente ligadas à saúde física e mental. A negligência dessas necessidades pode comprometer o equilíbrio do ser humano.
Expansão dos Círculos: Relações e Conexão Social
À medida que as necessidades básicas são atendidas, o indivíduo busca conexões sociais, pertencimento e relacionamentos. Essas interações formam uma rede de vínculos emocionais que contribuem para o desenvolvimento pessoal e coletivo.
Autoestima: Reflexo da Identidade
A autoestima representa a percepção de valor próprio. Quando as necessidades de aceitação e afeto são satisfeitas, o indivíduo desenvolve um senso de dignidade e competência, conectando-se mais profundamente com sua identidade.
Autoatualização: Potencializando o Ser
Na periferia da mandala encontra-se a autoatualização, representando o contínuo crescimento e desenvolvimento do potencial humano. Esse processo é dinâmico e está em constante evolução, refletindo a jornada de se tornar quem somos.
Interconexão das Necessidades: Uma Abordagem Dinâmica
A metáfora da mandala destaca que as necessidades humanas não seguem uma ordem linear. Elas estão interligadas e podem ser vivenciadas simultaneamente, adaptando-se às diferentes fases da vida e contextos individuais.
Conclusão
A representação da teoria de Maslow como uma pirâmide foi popularizada por Charles McDermid em 1960, com fins administrativos. No entanto, essa estrutura não foi concebida por Maslow, cuja visão era mais fluida e contextual. Adotar a metáfora da mandala alinha-se mais fielmente à proposta original, oferecendo uma compreensão mais profunda das necessidades humanas.
Referências
Maslow, A. H. (1943). A Theory of Human Motivation. Psychological Review, 50(4), 370–396. Disponível em: https://psychclassics.yorku.ca/Maslow/motivation.htm
McDermid, C. (1960). How Money Motivates Men. Business Horizons, 3(2), 49–55. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0007681360800341
Fujioka, K., & Souza, A. (2020). Naruhodo #252 – A pirâmide de Maslow faz sentido? Podcast Naruhodo. Disponível em: https://www.b9.com.br/shows/naruhodo/naruhodo-252-a-piramide-de-maslow-faz-sentido/


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